Sentimento

Posted by Diana On 22:45 1 comentários

A vida arde, como uma chama fria dentro de nós, como um prazer que só alguns de nós são capazes de sentir, como um gemido, como um orgasmo intenso que nunca mais acaba, como borboletas no meio do nosso caminho, como um dedo se adaptando ao meio em que está. O prazer da vida é enorme, mas só um é real.

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Desconheço-te

Posted by Diana On 22:38 2 comentários

Quem és tu? Onde estás? És um ser perdido e confuso. Ninguém te viu como eu te vejo, ninguém te sorri como eu sorrio para ti, ninguém te abraça como tu mereces, nem eu… És uma amiga? Ou serás amigo? O teu sexo, eu desconheço, nem sei se quero conhecer. As tuas palavras raramente entendo, a tua sinceridade é quase nula. A tua língua, não é a mesma que a minha, o teu corpo nem ao meu se compara, a tua estrutura é bem diferente, vejamos, até a tua cor é… Tens marcas, marcas feitas por gente, algo em comum entre nós. As tuas marcas notam-se pelas tuas palavras, cada uma delas é diferente, umas mais visíveis que outras. Porém, para se entender algumas, é preciso te conhecer bem. Raramente estou contigo. Quando estou contigo, não é por prazer, mas sim por obrigação. Só eu sei o que realmente és, e tu, para mim, não passas de uma grande mentira.

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Regresso

Posted by Diana On 19:12 0 comentários

As férias terminaram, procuro algo para escrever sem ser de tristeza. Fui obrigada a conhecer pessoas, antes eu adorava essa nova sensação de trocar opiniões com pessoas desconhecidas, de ver quem nunca vi e de fazer novas amizades. Agora acho que sou mais parada, não, não sou anti-social, só não gosto de sair todos os dias, nem de estar sempre rodiada de gente. Gosto de poucas pessoas à minha volta, gosto de dar valor a todos com quem estou e não estar com uns por outros. O resultado da experiência até que foi positivo, mas não como desejado. Agora não tive que largar uma pessoa durante não sei quantos meses, mas sim quatro. Os momentos lá não foram os melhores, houve de tudo, mas foi bom e não foi. Mal dormi, estou cansada e não passei tempo nenhum com quem devia.
Estou a pensar em ir lá mais frequentemente, a ideia de morar com eles não é apropriada para mim, somos demasiadas pessoas diferentes e ao mesmo tempo semelhantes. O que mais posso notar é que tudo é diferente do que é aqui. A questão ficou no ar. Não sei, não sei mesmo como farei lá. No momento tudo me parecia injusto e aborrecido, demasiado chato, demasiado... demasiado coiso... Há palavras impossiveis, outras possiveis, mas eu só sei de uma coisa, tirando as horas de sono perdidas a tentar dormir, tudo valeu a pena. Agora, só resta esperar pelo Verão, até lá tudo isto acaba. Não sei o que escrevi, a qualidade é nula, mas o sentimento é estranho. Somos demasiadas pessoas, pessoas que se tratam de igual para igual e não de superior para merda. Só as lembranças permanecem... Até Julho...

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Férias

Posted by Diana On 19:08 0 comentários

Só sei que as férias chegaram, é pena ser tão pouco tempo. Nestas férias acho que me vou divertir, vou sair de casa, vou estar menos na net, isso para mim é um optimo sinal, já estava na hora. Em principio vou até Chaves dar uma voltinha, já estou com vontade de lá ir. Finalmente, tempo de liberdade, de descanço e de menos aulas, aqui vou eu, a caminho de férias :D

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Faltam 30 minutos para tocar. Tenho meia hora para aqui estar, não sei que fazer, não sei como aguentar todo esse tempo aqui sentada, na mesma cadeira sem sequer me poder levantar... São 30 minutos os que ainda faltam, 30 minutos esses nos quais não posso fazer mais nada. Não posso conversar, não me posso virar, não posso usar nada além do que está nesta mesa. Nada de música, nada de mensagens, nada de telemóveis, nem sequer posso reclamar. As pessoas não falam, as pessoas não riem, as pessoas estão todas fechadas, como se fosse um castigo. Uma ligeira luz solar, três portas fechadas, duas janelas abertas, abertas trazendo o sol. este sol é o único que ilumina, o único que transmite uma pequena alegria. Números e letras que tanto intristecem, algarismos juntos e separados que quebram pequenas esperanças. A esperança de sair, a esperança de voltar a sorrir, os números e simbolos numa página, página de tristeza, página de sabedoria ignorante que nada me dizes, nem a luz nem o sonho, nem a esperança de a porta abrir e de um grito ouvir. Aprender novamente a sorrir com esta folha na mão, deixar de chorar nesta sala sombria onde tudo se vê e nada se faz. A janela a meu lado aberta mostra a rua, as árvores, as montanhas, os carros, o céu, as casas, a água, o enorme sol, pessoas a andar. Mas para que serve ver todo o ar se lá não posso respirar?
Faltam 20 minutos para tocar, num sítio onde as dores não contam, onde as vozes são substituidas por silêncio, onde tossir e espirrar não é permitido, onde ter um lenço usado é a maior posse que alguém pode ter. As roupas de marca não contam, as de feira também não, aqui ninguém olha a ninguém, aqui não é permitido a troca de olhares, nem os olhares nem os gestos, nem um calmante sorriso individual. Aqui só há tristeza, aqui só há páginas incompreendidas e mandados de silêncio. Aqui ninguém manda, aqui todos estão a mais, aqui ninguém é feliz, aqui não se pode pensar, aqui não se pode chatear nem alegrar, aqui é a tortura psicológica, onde não há que comer nem que beber, aqui só há tristeza, aqui só há bocadinhos de pessoas, aqui ninguém o é por inteiro...
Faltam 10 minutos para sair, a tortura permanece, a tortura do tempo, os ponteiros não se movem, os segundos não passam, as vozesnão são ouvidas, os ouvidos não nos servem. O lápis escreve numa folha reciclada. Sabe-se lá bem de onde esta folha já esteve, onde estava guardada, de quem foi antes da reciclagem. sabe-se lá bem se a vida dela sempre foi de prisioneira, como eu tenho sido nesta hora e meia. Sabe-se lá bem onde estivemos e quem fomos, aqui ninguém lembra nada, nem esquece, as é que não permanecem.
Faltam menos de 5 minutos para tocar, o desejo de sair aumenta, o sentimento de liberdade aproxima-se. Somos 26 pessoas numa sala e muitas bo corredor, tenho aqui todas as minhas páginas e folhas. Desfolheio-as ao sabor da minha vontade. Nunca mais é hora de sair deste pânico, finalmente se aproxima o tempo, desfolho novamente as páginas, até que encontro a última página, o fim estava escrito e a porta abriu.

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