Ahahahah deem as boas vindas à nova sub delegada. Aqui está, o maior exemplo de vida :D
É a auto-estima, como diria a professora de inglês "porque é que votaram nela? Ela já tem a auto-estima lá em cima, daqui a nada nem se aguenta com ela"
Diana, diria que sou azarada, mas tenho tido uma sorte do caraças, tudo que quero, tenho consigo, sejam coisinhas grandes ou pequenas. Sou grande :D
Cara de cão morto atropelado por um autocarro: "Ninguém disse que eu estava a olhar para ti"
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Depois de muito tempo de estar a olhar para mim eu digo: Queres uma fotografia??
E o monte começa a chorar desalmadamente.
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Alguém: Onde está?
Outro álguem: Foi quarentar.
ahahah
Foi bom enquanto durou? Sim e não, teve alturas, teve fases, mas agora é hora de mudar, daqui a menos de um ano já ninguém me verá aqui, talvez menos de meio ano.
Com todo o orgulho e felicidade afirmo: ADEUS CABECEIRAS DE BASTO, ATÉ NUNCA!
Ficarei apenas com saudades de certas pessoas e momentos que tanto marcaram, mas por mim digo sem qualquer dúvida, "até nunca"
Aquele desenho simbolizou muito naquele preciso momento, mas agora já não significa nada. Nem tudo é mau, nem tudo é bom. Já passou muito tempo, vários anos, para só agora ter passado aquilo para o papel, só depois de ver é que eu disse "Não me sinto assim, mas já senti"
A rotina faz parte de nós, estamos habituados a viver de uma forma, acordar a x horas e ir para a escola, sair, ir para casa, etc etc etc.
Uma coisa é verdade. Durante uma semana tive português excessivamente, já nem faziamos mais nada sem ser ter aula de português. Só era terça feira e já estava eu farta até disse à professora que eram horas a mais. Hoje, ela chega com um outro tipo do comunicado "durante uma semana e meia não ides ter português". Fiquei tudo menos contente. Português, porquê português? Já me estava a habituar à professora, ao método de ela dar aulas e a tudo o resto, estava a começar a gostar, até já tenho a noção da frase "chiclet no lixo" e já não entro com ela para a sala de aula.
Quando ia a sair olhei para a cara da professora e vi que ela também em olhou e disse para não ter saudades de português, havia muito tpc. É verdade, ela tem razão que há, mas a mim faz-me falta essa disciplina porque adoro escrever e conhecer a língua mais a fundo.
Passará rápido. Quem diria, eu a querer ter português, eu a ficar interessada na poesia, nunca pensei que seria possível.
21 de Setembro de 1992, já lá vão 18 anos. Não me lembro daquele dia, claro que não, quem se lembra do dia do nascimento? Tudo bem, podem dizer que viram fotografias ou que os pais contaram ou isto ou aquilo, mas falo em memórias próprias, da própria pessoa e não de outros.
A questão aqui não é fazer 18 anos, claro que é importante fazer 18, afinal, 18 são sempre 18 e ainda não me vejo com essa idade. Para mim sou e serei uma criança que está meia perdida, que nunca se encontrou totalmente no mundo em que foi colocada. Que sofre as suas pancas, como toda a gente. Que um dia é uma coisa, outro provavelmente sera outra. Não quero saber de mais nada neste momento, só que estou confusa.
Avançando para a parte importante, pois, já toda a gente está farta de me ouvir falar da escola e disto e daquilo, sabem que não estou satisfeita, etc. Isso ficará noutro post, este é para falar de aniversário.
Ontem, dia 20 de Setembro de 2010 estive com algumas pessoas, amigos, colegas, etc. Era uma pessoa normal, recebia as sms e os telefonemas normais que toda a gente recebe no dia a dia. Hoje, desde a meia noite, que venho a receber sms, chamadas telefónicas e que toda a gente me trata bem. Porque é que não pode ser assim todos os dias? Porque é que as pessoas tratam melhor quem faz anos? Sempre que alguém faz anos tentam agradar essa pessoa, mas no dia a seguir já não querem saber dela para nada. Não digo que seja o meu caso, mas acontece. Também é bom receber sms de pessoas com as quais não falamos há muito tempo e saber que se lembraram (nem que fosse através do fb ou hi5).
Outra coisa, no teu dia de anos dizem-te "estás um ano mais velha/o", mas eu só tenho mais um dia que ontem! Não consigo perceber essa situação, mas se o dizem é porque é verdade, pronto, de ontem para hoje passou-se um ano, quem sou eu para contradizer essas pessoas que são mais inteligentes que eu (ou não)?
Resumindo esta conversa toda secante, hoje fiz 18 anos, parabéns a mim :D
Não sei o que quis ser nem o quero ser. Estou farta do meu computador, acho que tudo se resume a isto. Não presta apra nada, é uma treta, tou a tentar fazer uma coisa básica e ele não me deixa. Acho que uma das cenas da memória ram foi à vida, por isso é que está tão lento, digo isso porque a memória ram baixou para metade, vou ter que chatear mais uma vez o meu pai com este pc de merda que já deu tantos problemas. Tou farta, farta mas mesmo farta dele. Às vezes penso para que serve, ah já sei, para expelir a minha raiva cada vez que o ligo, pois, sempre que o ligo tenho que lhe dar um murro para o ecrã dar, ele tem mais manias que as pessoas, e pronto, eu tenho que conviver com elas. Será que ele não entende que não tenho sempre disposição para aturar as manias dele? Quando for substituido aí, sim, vai ver...
ESTOU FARTA DELE!
Às vezes gostava de saber que tipo de sentimentos são estes que todos nós temos de vez em quando.
São sentimentos que não sei descrever, não sei se são bons ou maus, só sei que os sinto, nem sei com o que são relacionados, mas com alguma coisa são, isso eu sei.
Ainda sei mais, não gostei da aula de português.
Não gostei também do sonho que tive hoje, já não o tinha há algum tempo, mas não sei exactamente. O mais estranho é que estes sonhos, que tenho desde criança são SEMPRE continuação uns dos outros. Nunca me vejo, só sei que devo ser mais velha do que sou. Não sei se tem a ver com crimes ou com jogos ou apenas com brincadeiras, não conheço o edifício, mas ao mesmo tempo não me é estranho, talvez por já sonhar com o mesmo há muito tempo.
Brinco muito com os meus pensamentos e com o meu subconciente, agora é a vez de ele brincar comigo.
É aqui que vou escrever um pequeno texto, o mais certo é ninguém perceber, mas isso a mim não me importa, pois, eu escrevo para mim e só eu consigo perceber o que escrevo na totalidade. Tudo que escrevo tem mais que um sentido, por isso não sejam ingénuos a ler o meu blog e levem tudo para todos os sentidos, há que ler de mente aberta sem pensar que estou a falar deste ou daquela, sem pensar que me estou a concentrar só num ponto. Até porque normalmente uso um ponto só para vos distrair da realidade, assim se forma uma boa escrita, posso escrever do que quiser sem as pessoas entenderem que estou a falar de algo que não tem nada a ver com tudo que está escrito e adoro essa minha capacidade.
Quando falo também sou muito contraditória e posso engar quem quiser, não mentir, mas dar a entender que estou a falar de uma coisa mas na verdade estou a falar doutra. Ah, não levem isto para o sentido porco, faço isso às vezes, mas normalmente dou sempre a perceber quando é assim.
Este é provavelmente o primeiro texto da minha vida que estou a explicar e a ser sincera com tudo aquilo que escrevo.
Nunca se esqueçam, quem me quiser compreender à que saber como me perceber. Qualquer dia até poderei explicar o verdadeiro sentido de cada frase que coloco aqui, de cada palavra, explorar cada lado que eu tenho durante a escrita e a fala. Mas se o fizer irá perder a graça de estar a falar em net e na verdade estar a falar de mim.
Por isso, explorem e estejam atentos às aulinhas de português e interpretação de textos. Não é qualquer pessoa que vos consegue dar a volta com um simples click.
I'm so good!
Adoro as férias, pois, não sou obrigada a aturar ninguém, não sou obrigada a ter pessoas comigo a toda a hora. Gosto de estar acompanhada, mas adoro estar sozinha. Adoro estar fechada no meu quarto sem ninguém, só assim posso ser eu mesmo, só assim me comporto como a verdadeira Diana que há em mim. Acho que quase ninguém conhece a verdadeira pessoa que eu sou, pois, não conto tudo sobre mim a quase ninguém. Talvez possa ser uma mentirosa ou então sou alguém com segredos bem guardados, mesmo quando há pessoas a pensarem que sabem tudo sobre mim. Sim, há um dos meus segredos que várias pessoas sabem e ainda têm oportunidade de gozar comigo por causa disso, ou então de mandar bocas. Mas isso que interessa? Pois, mais cedo ou mais tarde isso virá ao de cima. Mas quem sabe se esta pessoa que tanto se ri a toda a hora como está de trombas a toda a hora é mesmo assim no seu local secreto? Quem sabe o que está por trás desta má aluna? Quem sabe o que se passa aqui dentro, entre estas 4 paredes? Talvez, além de mim só uma pessoa saiba, mesmo assim é impossível alguém poder saber tudo. Por isso, antes de dizerem que me conhecem tenham calma aí, porque quem me conhece pessoalmente e me vê todos os dias não me conhece interiormente e não faz a minima ideia do que eu sou.
Voltando ao assunto das férias, por mais que adore as férias sinto que é tempo desperdiçado, pois, os dias passam rápido demais. O que faço durante as férias? Fico o dia todo à frente do pc, ou na net, ou a jogar, ou então a ver um filme ou uma série. Odeio sair durante os primeiros dias de férias e prefiro sair sozinha do que acompanhada, ou então com pouca gente. Não gosto de sair de casa e ter que olhar para inúmera gente a passear, a fingir felicidade, porque essa não é verdadeira.
As férias estão a acabar, mas estou a pensar em prolongalas. Não estou a fazer nada na escola, nada mesmo, por isso ela que se lixe. Férias, é tudo que preciso.
Faz anos hoje que Kurt Cobain morreu. Eu tinha apenas 1 ano e meio.
Não vou falar da história dele, que isso já toda a gente interessada no assunto sabe.
Claro que se ele estivesse vivo tudo seria diferente, acho até que provavelmente não teriam metade do sucesso que hoje em dia têm, porque apesar de já terem 2 décadas de vida, continuam uma das bandas mais populares, mas adoradas dos tempos de hoje. Acho que será impossível esquecer a grandeza de Cobain.
Muitas pessoas choraram a sua morte, outras apenas facturaram com ela.
Hoje, dia 5 de Abril de 2010 espero que toda a gente se tenha lembrado do grande Kurt e ouvido pelo menos uma das suas músicas.
Há tanta coisa para dizer, apenas não sei o que escrever.
RIP Kurt Cobain
As férias chegaram, está na altura de desligar o sos preciso de homem e seguir com estas duas semanas livremente. Já aproveitei as minhas férias como queria. Acho que já estou pronta para voltar à carga, que não é nenhuma.
Nestas férias vou ter que pensar bem o que vou fazer da minha vida. Não sei qual será a melhor opção. Mudar de curso requer muita coisa, além disso já o deveria ter feito antes. Mas para onde poderei ir? Será que aqui há alguma coisa que eu queira? Não me vou voltar a meter nalgo só por ter que ser, nem que perca mais um ano, mas tenho que lutar pelo que quero, o meu futura, Há várias hipoteses e uma delas é desistir. Seria bom durante uns aninhos, caminha todo o dia, net, filmes, séries, solidão, tristesa... Não pode ser. Não vejo um futuro para mim. Já disse isto um milhar de vezes, que não devia ter brincado, mas eu ODEIO o que estou a fazer na escola, nada me cativa, nada me desperta a atenção. Se não fosse por ter tempo fora de casa talvez nem fosse, visto que só vou quando me apetece. É verdade que a maioria das vezes falto por doença, sou uma pessoa que adoece facilmente e odeia hospitais.
Tenho que tentar dar a volta a isto, perceber o que se passa. O que irei fazer, vou-me informar de cursos que eu goste e que de preferencia não tenham disciplinas de tretas, pois, com isso estarei perdida.
Mas vá, há tempo para tudo. Duvido que alguém tenha lido, mas se alguém o fez, agradeço uma opinião.
Há coisas tão secantes que nem a seca de as secar se torna tão secante como se a seca já as tivesse secado antes delas serem secas como a seca que elas proprias são. Se não fossem tão secantes não haveria seca para as secar e nunca ficariam tão secas como a seca da sequês que as secou.

Estava eu a vaguear na internet quando me deparei com esta imagem. Comecei a pensar que muitas vezes o tabaco se torna uma dependencia maior que as proprias pessoas. O vicio é maior que o ser. Fumar torna-se um prazer tão grande que não interessa o tamanho que isso causa. Fica despendioso, faz mal à saude. Simplesmente não tem nenhum benefício. Fico feliz por não ter esse vício, às vezes, em vez de nos deixarmos levar devias talvez lutar contra isso e fazer com que o tamanho do vicio diminua ou que a propria pessoa aumente.
Cada dia que passa é por ti, a pensar em ti.
Todos os dias é um novo dia, cada dia aguardo por estar contigo, por poder falar contigo, porém, nem sempre é possível. De qualquer das formas só quero que saibas que saudades terei sempre, mesmo quando estiver em volta dos teus braços e tu dos meus.
Para sempre e eternamente, nossos momentos e nossas vidas <3
A vida arde, como uma chama fria dentro de nós, como um prazer que só alguns de nós são capazes de sentir, como um gemido, como um orgasmo intenso que nunca mais acaba, como borboletas no meio do nosso caminho, como um dedo se adaptando ao meio em que está. O prazer da vida é enorme, mas só um é real.
Quem és tu? Onde estás? És um ser perdido e confuso. Ninguém te viu como eu te vejo, ninguém te sorri como eu sorrio para ti, ninguém te abraça como tu mereces, nem eu… És uma amiga? Ou serás amigo? O teu sexo, eu desconheço, nem sei se quero conhecer. As tuas palavras raramente entendo, a tua sinceridade é quase nula. A tua língua, não é a mesma que a minha, o teu corpo nem ao meu se compara, a tua estrutura é bem diferente, vejamos, até a tua cor é… Tens marcas, marcas feitas por gente, algo em comum entre nós. As tuas marcas notam-se pelas tuas palavras, cada uma delas é diferente, umas mais visíveis que outras. Porém, para se entender algumas, é preciso te conhecer bem. Raramente estou contigo. Quando estou contigo, não é por prazer, mas sim por obrigação. Só eu sei o que realmente és, e tu, para mim, não passas de uma grande mentira.
As férias terminaram, procuro algo para escrever sem ser de tristeza. Fui obrigada a conhecer pessoas, antes eu adorava essa nova sensação de trocar opiniões com pessoas desconhecidas, de ver quem nunca vi e de fazer novas amizades. Agora acho que sou mais parada, não, não sou anti-social, só não gosto de sair todos os dias, nem de estar sempre rodiada de gente. Gosto de poucas pessoas à minha volta, gosto de dar valor a todos com quem estou e não estar com uns por outros. O resultado da experiência até que foi positivo, mas não como desejado. Agora não tive que largar uma pessoa durante não sei quantos meses, mas sim quatro. Os momentos lá não foram os melhores, houve de tudo, mas foi bom e não foi. Mal dormi, estou cansada e não passei tempo nenhum com quem devia.
Estou a pensar em ir lá mais frequentemente, a ideia de morar com eles não é apropriada para mim, somos demasiadas pessoas diferentes e ao mesmo tempo semelhantes. O que mais posso notar é que tudo é diferente do que é aqui. A questão ficou no ar. Não sei, não sei mesmo como farei lá. No momento tudo me parecia injusto e aborrecido, demasiado chato, demasiado... demasiado coiso... Há palavras impossiveis, outras possiveis, mas eu só sei de uma coisa, tirando as horas de sono perdidas a tentar dormir, tudo valeu a pena. Agora, só resta esperar pelo Verão, até lá tudo isto acaba. Não sei o que escrevi, a qualidade é nula, mas o sentimento é estranho. Somos demasiadas pessoas, pessoas que se tratam de igual para igual e não de superior para merda. Só as lembranças permanecem... Até Julho...
Só sei que as férias chegaram, é pena ser tão pouco tempo. Nestas férias acho que me vou divertir, vou sair de casa, vou estar menos na net, isso para mim é um optimo sinal, já estava na hora. Em principio vou até Chaves dar uma voltinha, já estou com vontade de lá ir. Finalmente, tempo de liberdade, de descanço e de menos aulas, aqui vou eu, a caminho de férias :D
Faltam 30 minutos para tocar. Tenho meia hora para aqui estar, não sei que fazer, não sei como aguentar todo esse tempo aqui sentada, na mesma cadeira sem sequer me poder levantar... São 30 minutos os que ainda faltam, 30 minutos esses nos quais não posso fazer mais nada. Não posso conversar, não me posso virar, não posso usar nada além do que está nesta mesa. Nada de música, nada de mensagens, nada de telemóveis, nem sequer posso reclamar. As pessoas não falam, as pessoas não riem, as pessoas estão todas fechadas, como se fosse um castigo. Uma ligeira luz solar, três portas fechadas, duas janelas abertas, abertas trazendo o sol. este sol é o único que ilumina, o único que transmite uma pequena alegria. Números e letras que tanto intristecem, algarismos juntos e separados que quebram pequenas esperanças. A esperança de sair, a esperança de voltar a sorrir, os números e simbolos numa página, página de tristeza, página de sabedoria ignorante que nada me dizes, nem a luz nem o sonho, nem a esperança de a porta abrir e de um grito ouvir. Aprender novamente a sorrir com esta folha na mão, deixar de chorar nesta sala sombria onde tudo se vê e nada se faz. A janela a meu lado aberta mostra a rua, as árvores, as montanhas, os carros, o céu, as casas, a água, o enorme sol, pessoas a andar. Mas para que serve ver todo o ar se lá não posso respirar?
Faltam 20 minutos para tocar, num sítio onde as dores não contam, onde as vozes são substituidas por silêncio, onde tossir e espirrar não é permitido, onde ter um lenço usado é a maior posse que alguém pode ter. As roupas de marca não contam, as de feira também não, aqui ninguém olha a ninguém, aqui não é permitido a troca de olhares, nem os olhares nem os gestos, nem um calmante sorriso individual. Aqui só há tristeza, aqui só há páginas incompreendidas e mandados de silêncio. Aqui ninguém manda, aqui todos estão a mais, aqui ninguém é feliz, aqui não se pode pensar, aqui não se pode chatear nem alegrar, aqui é a tortura psicológica, onde não há que comer nem que beber, aqui só há tristeza, aqui só há bocadinhos de pessoas, aqui ninguém o é por inteiro...
Faltam 10 minutos para sair, a tortura permanece, a tortura do tempo, os ponteiros não se movem, os segundos não passam, as vozesnão são ouvidas, os ouvidos não nos servem. O lápis escreve numa folha reciclada. Sabe-se lá bem de onde esta folha já esteve, onde estava guardada, de quem foi antes da reciclagem. sabe-se lá bem se a vida dela sempre foi de prisioneira, como eu tenho sido nesta hora e meia. Sabe-se lá bem onde estivemos e quem fomos, aqui ninguém lembra nada, nem esquece, as é que não permanecem.
Faltam menos de 5 minutos para tocar, o desejo de sair aumenta, o sentimento de liberdade aproxima-se. Somos 26 pessoas numa sala e muitas bo corredor, tenho aqui todas as minhas páginas e folhas. Desfolheio-as ao sabor da minha vontade. Nunca mais é hora de sair deste pânico, finalmente se aproxima o tempo, desfolho novamente as páginas, até que encontro a última página, o fim estava escrito e a porta abriu.